Opositora venezuelana entrega carta a papa em defesa dos 'presos políticos'
Uma integrante do "Con Vzla" na França, organização vinculada à líder da oposição venezuelana e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, entregou uma carta ao papa Leão XIV nesta segunda-feira (28), pedindo que o pontífice rezasse pelos "presos políticos".
A entrega ocorreu após o fim de uma missa na catedral de Metz, com a qual o papa encerrou sua viagem de quatro dias à França, depois de lançar um apelo a favor da paz na Europa.
Na transmissão ao vivo, é possível ver que Zeneida González estende a carta a Leão XIV, que a recebe e conversa brevemente com ela, enquanto deixa a catedral apertando as mãos dos fiéis, com um coro cantando ao fundo.
"Entreguei uma carta ao Santo Padre pelos presos políticos na Venezuela. Pedi que reze muito pelo nosso país, por nossa situação, por nossos cidadãos, pela paz na Venezuela também, pela libertação dos presos políticos", disse González à AFP.
Esta venezuelana de 50 anos estava acompanhada por outras duas integrantes do "Con Vzla" na França, Eva Paredes e Lisette Padrón, que carregavam um estandarte branco de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela.
"Solicitamos a intervenção do papa porque é de conhecimento geral que ele viveu na América Latina, que compreende muito bem a situação da Venezuela (...) e pode solicitar a intervenção para a libertação dos presos políticos", explicou Paredes antes da missa.
Delcy Rodríguez, que governa a Venezuela sob forte pressão dos Estados Unidos, promulgou em fevereiro uma lei de anistia após a captura de Nicolás Maduro, mas as solturas ocorrem lentamente.
Organizações de direitos humanos informaram que cerca de 40 detidos por razões políticas deixaram diferentes prisões na sexta-feira e no sábado, após o encerramento do segundo ciclo de diálogo entre o governo interino e a oposição, sob mediação dos Estados Unidos.
Segundo o balanço mais recente da ONG Foro Penal, de 18 de setembro, ainda havia 344 presos políticos no país.
Y.Wi--SG