Senadora paraguaia ameaça processar Mbappé por violência de gênero
A senadora paraguaia Celeste Amarilla ameaçou nesta terça-feira (7) processar o atacante francês Kylian Mbappé por chamá-la de "mulher desprezível e indigna de seu cargo", após ela recriminar sua atitude antidesportiva e descrevê-lo como "um camaronês colonizado".
"Seus ataques constituem violência de gênero pura e dura contra uma mulher política que alcançou sua posição através do voto popular de seu povo", declarou a senadora, que se desculpou por suas declarações sobre o francês e pediu que o jogador faça o mesmo. "Eu me retratei (...) foi um desatino", disse.
O atacante francês de 27 anos se recusou a cumprimentar o goleiro Orlando Gill depois da vitória dos 'Bleus' por 1 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo e gritou com os punhos cerrados na frente do jogador paraguaio.
Antes da partida, Mbappé havia declarado: "Se tivermos colocar as mãos na merda, vamos colocar".
A senadora Amarilla publicou na segunda-feira uma carta na qual citou essas declarações do jogador.
"Fiquei enojada com sua arrogância e desprezo desde antes do jogo (...) Não somos estúpidos, entendemos perfeitamente que a merda era a seleção paraguaia e a seleção paraguaia somos todos nós", afirmou a legisladora do Partido Liberal Radical Autêntico.
"O problema é entre você e eu. Nunca disse nada sobre a França, meu problema é com você", acrescentou Amarilla.
"Senhora Celeste Amarilla, você é uma mulher desprezível e indigna do seu cargo", escreveu o capitão da seleção francesa em uma mensagem na rede social X.
"Você não representa o Paraguai, um país que demonstrou tanta paixão e honra ao longo de todo o torneio. Devido à sua falta de consciência e ao seu racismo descarado, o mundo inteiro já esqueceu a trajetória e o esforço histórico de seus jogadores nesta Copa do Mundo", acrescentou o jogador.
O Ministério das Relações Exteriores do país se distanciou das declarações de Amarilla, afirmando que elas "de forma alguma representam a posição do governo da República do Paraguai ou do povo paraguaio".
A.Byun--SG