Longe de casa, Canadá quer abrir caminho em sua Copa do Mundo
Após conquistar seu primeiro ponto, vitória e a classificação para o mata-mata da Copa do Mundo, o anfitrião Canadá encara a fase de 16-avos de final contra a África do Sul, desta vez sem o apoio de sua torcida.
Canadenses e sul-africanos abrirão os duelos eliminatórios neste domingo (28), a partir da 16h00 (horário de Brasília), em Los Angeles, na primeira fez de ambas as equipes além da fase de grupos na Copa do Mundo, e cujo vencedor enfrentará Países Baixos ou Marrocos nas oitavas de final.
Diferentemente de Estados Unidos e México, o Canadá é a única das três seleções anfitriãs que não competirá nesta fase diante de sua torcida. Depois de avançar como segunda colocada de seu grupo, assim como a África do Sul, a seleção canadense viaja para a Califórnia e depois, se vencer, para Houston.
"Este caminho não terminou. Em muitos aspectos, isto acaba de começar. Nos vemos em LA", disse a equipe do Canadá a seus seguidores no X, na quinta-feira.
- Davies disponível? -
A seleção canadense entra em território desconhecido após uma primeira fase na qual, sem sua estrela Alphonso Davies, empatou com a Bósnia e Herzegovina (1 a 1), atropelou o Catar (6 a 0) e perdeu para a Suíça (2 a 1), que ficou com o primeiro lugar Grupo B.
"Vou focar nos pontos positivos e na reação da minha equipe", disse o técnico Jesse Marsch depois que o Canadá teve boas chances de empatar com a Suíça.
"Queríamos seguir em frente movidos pela energia que reina aqui no Canadá (...) Mas vamos para Los Angeles e vamos tentar fazer nosso país vibrar de novo. Estamos onde queríamos estar: na fase de mata-mata", insistiu o treinador.
Para sonhar ainda mais alto, os canadenses esperam recuperar seu capitão Alphonso Davies, que estava com uma lesão muscular.
"Ele deve estar pronto", disse Marsch sobre a estrela do Bayern de Munique.
Jonathan David, outro nome de destaque do elenco, assumiu a liderança ofensiva com um hat-trick contra o Catar. Diante da Suíça, foi Cyle Larin, jogador do Southampton, quem se destacou.
"Sei que nosso time tem coração", disse Jesse Marsch ao alertar para o desafio físico que os espera frente à África do Sul.
- Confiança sul-africana -
Os 'Bafana Bafana', que decepcionaram na estreia no torneio com uma derrota por 2 a 1 para o México, foram ganhando força contra a República Tcheca (1 a 1) e especialmente contra a Coreia do Sul (vitória por 1 a 0), abrindo assim o caminho rumo ao mata-mata.
Em três participações (1998, 2002 e 2010), a África do Sul nunca havia conseguido passar da fase de grupos, mas seu treinador, o belga Hugo Broos, quer ir ainda mais longe.
"Esta equipe acredita em si mesma", advertiu Broos, que assumiu o comando da seleção em 2021.
Antes do duelo contra a Coreia "havia uma enorme pressão sobre nós, mas conseguimos... Estamos prontos para desafiar os canadenses", ressaltou o técnico que, aos 74 anos, planeja se aposentar ao término do torneio.
P.Hwang--SG