Acusado de irregularidades, diretor da Mercedes ironiza citando caso Epstein
O chefe da equipe Mercedes de Fórmula 1, Toto Wolff, acusado de irregularidades no motor e no combustível de seus carros para a temporada de 2026, criticou duramente, nesta quinta-feira (19), tais "absurdos", chegando a fazer uma piada com o caso Epstein.
"Amanhã eles podem inventar outra coisa, não sei: apareci nos arquivos do Epstein! Vai saber! Outra coisa absurda!", disse ele, em meio a risos dos jornalistas.
Wolff é o engenheiro que levou a Mercedes ao topo da F1 com oito títulos mundiais de construtores e sete de pilotos.
"Nos disseram que a taxa de compressão do motor era ilegal. Isso é um absurdo, uma completa loucura", declarou o chefe da equipe austríaca Mercedes-AMG Petronas em uma coletiva de imprensa realizada durante os testes de pré-temporada da F1 no Bahrein.
Há semanas, alguns rivais suspeitam de que a Mercedes tenha encontrado uma brecha no novo regulamento de motores para medir a taxa de compressão e, consequentemente, a potência do carro.
O motor da Mercedes, que assim como os demais nesta temporada é 50% combustão e 50% elétrico, também equipa os carros da McLaren, Alpine e Williams.
Além disso, segundo a imprensa especializada, o combustível fornecido à Mercedes pela petrolífera malaia Petronas ainda não teria sido homologado antes do primeiro Grande Prêmio da temporada, em 8 de março, em Melbourne, na Austrália.
"Então eles inventam uma história de que nosso combustível é ilegal. Não sei de onde vem, mas começa a circular", continuou Wolff, visivelmente irritado diante da imprensa reunida há mais de uma semana no circuito de Sakhir para filmagens e coleta de dados das 11 equipes no paddock.
Wolff então fez sua declaração aludindo ao caso de grande repercussão envolvendo Jeffrey Epstein, o financista americano envolvido em crimes sexuais que morreu na prisão em 2019, cuja rede e repercussões envolvem membros da elite nos Estados Unidos e na Europa.
J.Lim--SG