Busca por sobreviventes dos terremotos na Venezuela chega ao 'último minuto'
Uma mensagem de WhatsApp alertou as autoridades de que havia vida sob os escombros de um dos prédios destruídos em 24 de junho por dois fortes terremotos na costa da Venezuela.
Nesta segunda-feira (29), o quinto dia após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que abalaram o país caribenho, as equipes de resgate continuam buscando sobreviventes.
Uma mensagem de celular de uma mulher, recebida pelo zelador do prédio Vista Mar, em Caraballeda, a cerca de 40 quilômetros de Caracas, reacendeu as esperanças de encontrar sobreviventes e deu um novo ímpeto às buscas frenéticas.
"Por volta de 0h30 ou 1h da manhã, o zelador do prédio recebeu uma mensagem de WhatsApp", disse à AFP Daniel Pino, um socorrista voluntário que entrou imediatamente na área com seus colegas.
"A sobrevivente, Panchita, conseguiu se conectar a uma antena Starlink e informou que estava viva", relatou Pino. A mulher afirmou que ela e uma criança estavam vivas e que perto delas havia três pessoas mortas.
A equipe de Pino posteriormente permitiu o acesso de socorristas da Turquia, que entraram na área com ferramentas e dois cães.
"Estamos no último minuto", comentou um dos socorristas, referindo-se ao tempo cada vez menor necessário para encontrar sobreviventes.
Rubén Rojas, um voluntário de 42 anos, disse que conseguiu encontrar pessoas com vida usando métodos rudimentares, incluindo estetoscópios para detectar sons.
"Hoje está muito complicado, mas temos esperança porque houve sinais", disse ele em frente ao prédio de 123 apartamentos completamente desabado onde procuravam por Panchita.
"Mais de 120 horas se passaram e ainda há pessoas sendo resgatadas com vida. Não sei se é um milagre ou a resistência a não morrer", disse José Luis Contreras, de 69 anos.
Na madrugada desta segunda-feira, Aarón Levi, de 21 anos, foi resgatado na cidade vizinha de Tanaguarena, segundo um vídeo divulgado por um fotógrafo que testemunhou a complexa operação de resgate.
Os dois terremotos na Venezuela causaram quase 1.500 mortes e 3.150 feridos, segundo dados do governo. As Nações Unidas estimam que até 50.000 pessoas possam estar desaparecidas.
H.Yoon--SG